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Expectativas dos jovens para o Fórum
26/jan -23h20

Mônica Mourão - Agência ViraJovem de Notícias -  Dentre o grupo de jovens da ONG paulista Ação Educativa, que veio documentar o Fórum através de vídeo, está a adolescente Priscila Cardoso, de 17 anos, pela primeira vez no FSM.

Ela veio a Porto Alegre de ônibus, junto com outros integrantes da organização. Para conseguir transporte, eles tiveram que vender rifas, promover festas e até pedir dinheiro emprestado.

Apesar de ter achado o movimento "fraco" um dia antes do evento, ela tem boas expectativas. "Hoje de manhã (quarta-feira), tinha um clima mais ativo, de manifestação mesmo. Eu acho que ainda tem muito o que melhorar, porque vai ter (Hugo, presidente da Venezuela) Chavez por aí, o Lula e é uma oportunidade que a gente não pode perder", disse.

A ONG Ação Educativa, que trabalha com a inclusão digital de jovens na linguagem audiovisual, discutirá nesta quinta como os jovens vêem a mídia e como ela os representa. Isso deve acontecer através de uma oficina na sala B101, ao meio-dia.

A estudante Lurdes Rocío, de 17 anos, veio do Paraguai para participar do Fórum Social Mundial. Ela faz parte do Coletivo de Mulheres 25 de Novembro, que faz parte do Movimento Anistia Internacional, com sede no Paraguai. O coletivo luta por liberdade para as mulheres e ajuda as paraguaias com necessidade. "O que eu gosto no Fórum é desse objetivo comum que une a todas as pessoas do mundo, sem discriminação. O objetivo é buscar o bem e a paz na Terra", afirmou.

"Só bolsa não adianta, é preciso uma mudança!". Uma das vozes que formavam o grito de guerra do Movimento dos Estudantes sem Universidade (MSU) na marcha de abertura do Fórum era do paranaense Cristiano Miano, 26 anos, que participa pela terceira vez do FSM trazendo à tona a discussão da falta de acesso à universidade no Brasil.

Segundo Cristiano, que é estudante de Serviço Social da Universidade Estadual de Londrina (UEL), 90% da população adulta brasileira está fora da universidade. Mas, para o MSU, o problema não é só esse.

"Por eu ter passado num vestibular e estar dentro de uma universidade pública e de qualidade, eu não posso dizer que tenho uma universidade. O que ela reproduz como mão-de-obra? Qual é a lógica?", questionou.

Para ele, tanto as universidade públicas quanto as privadas estão reproduzindo a lógica de venda de mão-de-obra de capital. Cristiano e os demais militantes do MSU, presente em sete Estados brasileiros, conseguiram que a Igreja católica subsidiasse parte do transporte e estão hospedados num prédio abandonado.
 

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Agência ViraJovem de Notícias - Cobertura do V Fórum Social Mundial - Porto Alegre 2005
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