Mônica Mourão - Agência ViraJovem de Notícias
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Dentre o grupo de jovens da ONG paulista Ação Educativa, que veio
documentar o Fórum através de vídeo, está a adolescente Priscila
Cardoso, de 17 anos, pela primeira vez no FSM.
Ela veio a Porto Alegre de ônibus, junto com outros integrantes da
organização. Para conseguir transporte, eles tiveram que vender rifas,
promover festas e até pedir dinheiro emprestado.
Apesar de ter achado o movimento "fraco" um dia antes do evento, ela
tem boas expectativas. "Hoje de manhã (quarta-feira), tinha um clima
mais ativo, de manifestação mesmo. Eu acho que ainda tem muito o que
melhorar, porque vai ter (Hugo, presidente da Venezuela) Chavez por
aí, o Lula e é uma oportunidade que a gente não pode perder", disse.
A ONG Ação Educativa, que trabalha com a inclusão digital de jovens na
linguagem audiovisual, discutirá nesta quinta como os jovens vêem a
mídia e como ela os representa. Isso deve acontecer através de uma
oficina na sala B101, ao meio-dia.
A estudante Lurdes Rocío, de 17 anos, veio do Paraguai para participar
do Fórum Social Mundial. Ela faz parte do Coletivo de Mulheres 25 de
Novembro, que faz parte do Movimento Anistia Internacional, com sede
no Paraguai. O coletivo luta por liberdade para as mulheres e ajuda as
paraguaias com necessidade. "O que eu gosto no Fórum é desse objetivo
comum que une a todas as pessoas do mundo, sem discriminação. O
objetivo é buscar o bem e a paz na Terra", afirmou.
"Só bolsa não adianta, é preciso uma mudança!". Uma das vozes que
formavam o grito de guerra do Movimento dos Estudantes sem
Universidade (MSU) na marcha de abertura do Fórum era do paranaense
Cristiano Miano, 26 anos, que participa pela terceira vez do FSM
trazendo à tona a discussão da falta de acesso à universidade no
Brasil.
Segundo Cristiano, que é estudante de Serviço Social da Universidade
Estadual de Londrina (UEL), 90% da população adulta brasileira está
fora da universidade. Mas, para o MSU, o problema não é só esse.
"Por eu ter passado num vestibular e estar dentro de uma universidade
pública e de qualidade, eu não posso dizer que tenho uma universidade.
O que ela reproduz como mão-de-obra? Qual é a lógica?", questionou.
Para ele, tanto as universidade públicas quanto as privadas estão
reproduzindo a lógica de venda de mão-de-obra de capital. Cristiano e
os demais militantes do MSU, presente em sete Estados brasileiros,
conseguiram que a Igreja católica subsidiasse parte do transporte e
estão hospedados num prédio abandonado.