Revista Viração


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Realização:
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Revista
Viração e Projeto Agente Jovem (Ministério do Desenvolvimento Social e
Combate à Fome)
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Histórias de
acampamento
27/jan -17h |
Luana de Oliveira e Maria Cecilia Leão - Agência ViraJovem
-
“Até o final da tarde do dia 26, quarta-feira, haviam sido cadastradas
35 mil pessoas no Acampamento da Juventude. Hoje, dia 27, até às
12h30min ainda não havia um número final, já que o movimento de novos
acampados não pára.
O acampamento é uma cidade colorida dentro de outra cidade, onde a
diversão e a convivência pacífica tomam conta de todos que lutam por
um mundo melhor. É formado por diversas tendas onde se encontram
grupos de voluntários nas áreas de informações e cadastramentos,
praças de alimentação, banheiros e locais ao ar livre para uma boa
ducha, além de uma infinidade de pessoas de todas as tribos e nações
que fazem o charme do local. Basta uma pequena caminhada para
encontrar histórias como as que seguem:
"Na Argentina não encontraria um espaço como esse, pois as pessoas do
meu país são conservadoras”, afirmou a professora argentina Eleonora
Soares, 48 anos, que veio ao fórum através de um sindicato de
trabalhadores para intensificar forças sindicais e se surpreendeu com
a quantidades de eventos por todos os lados.
Contando com segurança durante 24h, os jovens que estão no acampamento
não se preocupam muito com o assunto, mesmo diante de tanta
movimentação. O coordenador de segurança da área, Alex Nascimento, 22
anos, diz que o trabalho é estressante. “São mais de 35 mil pessoas
circulando no local e, algumas vêm só para bagunçar, mas mesmo sendo
estressante, gosto do que faço. É a minha profissão", afirma. Ele
revela ainda que quando há roubo nas barracas, o caso é encaminhado à
Brigada Militar, para que se faça o boletim de ocorrência.
Na área reservada para quem produz artesanatos, Simone Alves, 19 anos,
conta ter viajado 1h30min com sua filha Camile, de apenas 2 meses, e
seu marido para expor seus trabalhos e curtir o evento. "Encontramos
algumas dificuldades, mas driblamos todas elas. Acho legal essa
sensação de liberdade."
O jovem Diogo Loureiro da Rosa, 22 anos, apesar de morar em Porto
Alegre resolveu acampar para aproveitar melhor o Fórum ."Vim para ter
acesso a novas culturas, aproveitar as oficinas e os debates. Hoje vou
à oficina de malabares”, comenta empolgado.
O estudante de psicologia Cauê Fantim, da FUSC, faz parte do Movimento
Rádio Livre em Santa Catarina. Seu objetivo é participar de debates
sobre a democratização da midia. "É preciso descentralizar o poder da
mídia. É importante deixar um espaço para aqueles que têm algo a
dizer, defende."
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