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 Revista Viração e Projeto Agente Jovem (Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome)

Microsoft, tô livre!

29/jan -10h45

Juliana Lanzarini - Agência ViraJovem -  O ministro da Cultura, Gilberto Gil, foi o primeiro artista brasileiro a aderir publicamente à licença “Creative Commons”, que já tem um milhão de obras licenciadas, em pouco mais de um ano de funcionamento.

A licença permite que músicas, textos e imagens sejam copiadas, recriadas e distribuídas livremente, significando uma verdadeira revolução no conceito de propriedade  intelectual.

O “Creative Commons” foi criado por Lawrence Lessig,  professor de direito da Universidade de Stanford e estudioso de  aspectos legais das tecnologias modernas, especialmente da internet.

Foi ao som de Gilberto Gil que se iniciou o seminário Revolução Digital: Compartilhamento versus Bloqueio do Conhecimento na Sociedade da Informação.

Sérgio Amadeu, autoridade máxima do governo brasileiro para implantação de software livre, que sofreu recentemente processo movido pela Microsoft, participou da mesa de debates para falar sobre o assunto.

O rico encontro discutiu as facilidades e vantagens da utilização do software livre. Amadeu falou sobre a importância das tecnologias de informação nos dias de hoje e destacou a necessidade de se discutir novas forma de administrar essas tecnologias. “Vivemos numa sociedade dos chamados protocolos de informação que utiliza o software como mediador. O que precisamos é decidir se ela continuará sendo concentradora de riquezas ou um modelo compartilhado de conhecimento”, explicou.

De acordo com Amadeu, o ponto fundamental da discussão não é a gratuidade do software, mas o compartilhamento do conhecimento. “Essa mudança no controle da informação é capaz de alterar a geopolítica do poder porque quebra o modelo vigente graças ao monopólio do conhecimento”, contou.

Amadeu é presidente do Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI) e um dos maiores defensores do software livre no País. Ele explicou a diferença entre a pirataria e a utilização do software livre. “Eu chamo a pirataria de uma rede corsários. Piratear um programa de uma grande empresa só ajuda a manter o monopólio. Ao invés disso, as pessoas deveriam adotar o software livre”, disse.

Ele acrescentou ainda que quanto mais plataformas e programas piratas são usados em residências, mais isso reforça o discurso proprietário de que existe somente um tipo de programa e que todos querem usá-lo. Amadeu falou sobre os altos preços de programas como o Corel e o Photoshop. “Se você entar na casa de qualquer estudante universitário de classe média, encontrará todos esses programas pirateados.

As empresas preferem que esses grupos tenham programas piratas ao invés de utilizarem o software livre. Elas esperam que com o tempo e a evolução financeira desses jovens, eles se tornem consumidores do produto”, declarou Amadeu.

Segundo o especialista, o software livre também permite que uma série de jovens capacitados tenham acesso a códigos de programas e possam ter uma capacitação ainda muito mais avançada.

Participaram do Seminário o Presidente da Free Software Foundation Europe, George Greve e o articulador de políticas digitais do MinC, Cláudio Prado, dentre outros.

Entre os dias 1 e 4 de junho acontecerá em Porto Alegre o sexto Fórum Internacional Software Livre.

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Agência ViraJovem de Notícias - Cobertura do V Fórum Social Mundial - Porto Alegre 2005
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