Adriano Rangel -
Agência ViraJovem - A campanha internacional
contra a Coca-Cola lotou a tenda 203 no espaço E do Território Social
Mundial. Nem o calor infernal que fazia no
interior da tenda espantou o australiano Greg, 20 anos, que
vestia uma camiseta de repúdio à empresa de bebidas
estadunidense presente em mais de 200 países no mundo. Ele
disse que não bebe Coca-Cola “porque a empresa mata
bastante gente na Colombia e consome vidas de outras
comunidades”.
Já o uruguaio Alejandro, 28 anos, admite
beber Coca-Cola, mas confessa que “a multinacional
atrapalha a economia dos povos”. A brasileira Samanta,
25 anos, defende o consumo do guaraná “por ser um produto
do Brasil. A Coca-Cola não faz bem pra nada e além
disso é americana, imperialista e prejudica todo o
mundo”, completa.
Ativistas estadunidenses, indianos e colombianos acusam a
empresa por exploração ilegal e predatória da água,
poluição do solo, compra e uso de coca (planta
utilizada, entre outros fins, na elaboração de drogas
ilegais), ligação com grupos terroristas e até de
comercializar produtos na Índia com 30 vezes mais
pesticidas que as taxas encontradas nos refrigerantes
comercializados nos Estados Unidos e países da Europa.
Por conta desas e outras denúncias graves por
parte de movimentos de várias partes do mundo, em 2003
iniciou-se uma campanha de boicote mundial à
Coca-Cola. Alunos de diversas universidade e escolas
do mundo inteiro deixaram de consumir a bebida. Até
uma fábrica da trasnacional foi fechada na Índia
Na Colômbia, os funcionários da Coca-Cola tem que andar
com carros blindados e colete à prova de balas por
conta da revolta de parte da população.
Se você quer saber mais sobre as denúncias e as ações
da campanha internacional contra a Coca-Cola, acesse a página na
internet: www.killercoke.org Leia, pesquise e assuma o seu
papel como consumidor responsável.