O terceiro dia da conferência (29 de abril) foi aberto com a mesa da plenária final onde Danilo Moreira (Presidente do Conselho Nacional da Juventude - CONJUVE) e Maria Virginia de Freitas (vice-presidente do CONJUVE) conduziram as apresentações dos/as relatores/as sobre o trabalho que houve nos grupos ontem. Dentre esses relatos, vale apena destacar a temática da educação que se subdividiu em quatro grupos diferentes: ensino superior, educação profissional e tecnológica, ensino médio e elevação da escolaridade. As pautas vão desde a expansão, acesso e permanência, passando por democracia, financiamento e é claro, recheados de polêmicas como a das políticas afirmativas.
No grupo de ensino superior foi colocada a importância ao cumprimento do “tripé” – ensino, pesquisa e extensão – e da democracia interna. O grupo foi bem incisivo na recusa de capitais estrangeiros, demonstrou preocupação em relação ao ensino à distância por não proporcionar essa relação direta entre professor e aluno, e reforçaram a necessidade de pólos de educação no meio rural. E mesmo com a polêmica das políticas afirmativas, o grupo pensa que é importante garantir não só o acesso ao ensino superior através de cotas ou programas como PROUNI, mas também garantir a permanência.
O grupo ensino médio demonstrou como prioridade a questão do acesso e combate as formas de exclusão desse processo educacional, como ocorre freqüentemente nas comunidades indígenas, quilombolas, rurais, periféricas, e outras. O relator utilizou o exemplo do “pau de arara” que é uma espécie de caminhonete adaptada mais comum na zona rural, em que se transportam estes/as jovens para a escola, que é um veículo totalmente sem segurança, mas é o único recurso que os/as jovens têm para não ter que andar quilômetros e quilômetros, para ilustrar essa precariedade na educação. E também aproveitou para expor a situação de sua região, o Nordeste, onde se encontram os priores índices de qualidade escolar e maiores em analfabetismo. Este grupo também questionou a produção dos materiais feitos nas grandes metrópoles que não condiz com a realidade dessas comunidades.
Já o grupo ensino profissional e tecnológico disse que este ensino deve ser considerado uma prioridade pelas políticas públicas e não ser visto apenas como uma alternativa para quem não passa no vestibular. Porém, é necessário que haja mais investimentos, e para isso o grupo lançou a proposta de criação de um Fundo Nacional de Educação Profissional (FUNDEP), sem prejuízo aos fundos da educação.
E o ultimo grupo de educação, porém não menos importante, é elevação da escolaridade. Este grupo acredita que para que essa elevação ocorra tem que se garantir a todos os níveis de modalidades de ensino a: a merenda escolar, transporte escolar seguro e passe livre para a juventude e estudante. Os/as componentes defendem uma reforma educacional, e para atingi-la se faz necessário federalizar a educação pela criação do ministério da educação de base.
É... “A galera não brinca em serviço” e se depender dessa juventude presente na conferência em não muito tempo teremos mudanças significativas que mudarão a vida não só da juventude, mas também de toda a sociedade.